1 Congresso Brasileiro de Halitose



Disgeusia e influncia da Vitamina D no tratamento da Halitose

15/09/2012 18h07

A Vitamina D no tratamento da Halitose foi um dos assuntos tratados no I Congresso Brasileiro de Halitose, promovido pela ABHA, em Fortaleza, nos dias 14 e 15 de setembro.

No sábado (15), a cirurgião dentista com especialidade em dentística, Dra. Silvia Regina Boldrini Pontes, de Curitiba (PR) falou sobre “Disgeusia e Reposição de Vitamina D: uma abordagem clínica no tratamento da Halitose”.

Disgeusia
Sobre Disgeusia, a odontóloga explicou que “gustação e olfação são uma integração psicofísica e qualquer fator que atinja um, afeta o outro diretamente”. Assim que, “gosto é diferente de sabor e paladar. O sabor é uma mistura de sensações que envolve diversos sentidos, entre eles o olfato. Já gosto é o que ser identificados pelo sentido do paladar. A sensação do gosto é identificada pelas papilas gustativas presentes na língua e em seguida é enviada ao cérebro. Enquanto 80% do paladar é relacionado também ao olfato ”.

Para concluir que “uma desordem na percepção do gosto e olfato pode induzir o paciente a achar que sofre de Halitose”.

Vitamina D
Sobre a influência da Vitamina A na halitose, Dra. Silvia Regina explicou que: “a Vitamina D é considerada um hormônio esteroide chamado de Sistema Endócrino D que funciona como regulador da homeostase óssea, das secreções hormonais, na função imune, além de estimular a produção de insulina. Também é eficiente no tratamento da psioríase, importante na defesa contra o vírus HIV, entre outros diversos benefícios que auxiliam no tratamento de enfermidades causadoras da halitose”.

Segundo Dra. Silvia, diversas evidências epidemiológicas sugerem link entre carência de Vitamina D e a gênese de doenças como: Hipertensão, intolerância à glicose (diabetes tipo I e II), hipertiroidismo 1º e 2º, Síndrome Metabólica, entre outras. Relacionada diretamente à Halitose, a especialista explicou que a carência de Vitamina D resulta em alterações salivares quantitativas e qualitativas, descamação eptelial além da fisiológica que ocorre por descontrole na proliferação celular, doença periodontal e cáseos amigdalianos. Além disso altera a secreção salivar em torno de 30 a 50% do normal e é um dos fatores que podem provocar intensa formação de biofilme lingual.

Fontes de Vitamina D
Dra. Silvia, que também é coordenadora do Curso de Halitose da ABO/PR, destacou as fontes de Vitamina D:
*Absorção cutânea através da absorção de fótons UVB. No entanto, para que seja possível a produção dérmica diversos fatores precisam ser levados em consideração como a quantidade de melanina de cada pessoa, interferência do uso protetor solar, área exposta sol, horário de exposição, poluição, idade, quantidade de roupa, entre outros.

*Dieta ou suplementação através de: peixes gordos como bacalhau e salmão, sardinha e atum em óleo comestível, óleos de peixe, shitake fresco ou seco e produtos fortificados. Para suprir a necessidade de vitamina D pela alimentação é preciso comer peixe 3 ou 4 vezes por semana e apenas 10 a 20% dos valores diários recomendados podem ser obtidos através dos alimentos.

“Para absorção de Vitamina D através da produção cutânea, bastam de 10 a 15 minutos de exposição solar, entre às 10h e 15h, sem o uso de protetor solar. Este curto espaço de tempo não fará mal à pele a ajudará na produção da Vitamina D. Já para que seja através de suplementação é necessário procurar um especialista para que seja feito teste e saber a dosagem adequada”.

A especialista recomenda que entre os profissionais da Odontologia seja solicitada a dosagem sérica de Vitamina D quando o paciente apresentar descamação epitelial intensa, doença periodontal recorrente, alterações do suco salivar e halitose.
   
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