1 Congresso Brasileiro de Halitose



Dr Mauricio Duarte participa de Congresso Brasileiro de Halitose, em Fortaleza

14/09/2012 18h47

O portador de mau hálito normalmente tem alterações de comportamento difíceis de serem tratadas. A perda da espontaneidade é a primeira delas. Na realidade, “as alterações comportamentais decorrentes da halitose muitas vezes são mais difíceis de serem tratadas do que o próprio mau hálito” afirmou o Dr. Maurício Duarte, de Campinas (SP), em palestra no I Congresso Brasileiro de Halitose, no último dia 14, em Fortaleza.

Muitos pacientes acreditam que são portadores de halitose embora sem nenhuma evidência da presença da halitose. A partir desta percepção, muitos deles adquirem comportamentos particulares, num esforço disfarçarem seu problema e se manterem assim, socialmente aceitos. Baseado em mais de 15 anos de atendimento de halitose e quase 5.000 tratamentos realizados, Dr. Maurício constatou que de fato, “a maioria dos pacientes que acredita ter o problema, realmente o tem, embora a alteração do hálito seja bem menor do que a convicção dos pacientes, em ter uma forte halitose”.

Comprovando esta tese, o membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose, apresentou ao Congresso, pesquisa realizada com 381 pacientes. Deste total, 92,39% possuíam alterações comportamentais moderadas ou severas (sendo mais de 63% severas) enquanto que 62,99% dos pacientes tinham o hálito normal ou apenas levemente alterado na consulta inicial, revelou Maurício Duarte.

Outra constatação a partir destes números e da sua experiência profissional é que “a demanda de pacientes com alterações comportamentais no tratamento da halitose é significativamente maior do que os próprios pacientes com problemas de hálito”. Ou seja, o especialista recebe em seus consultórios – em Campinas e São Paulo – muito mais pacientes que buscam ajuda por iniciativa própria do que indicados por outros profissionais.

Psicologia ou psiquiatria
Ao detectar que o paciente sofre de alterações comportamentais, é essencial transmitir a importância de tratar a halitose e também as alterações comportamentais decorrentes desta, para obter resultados duradouros. “Para tratar as alterações comportamentais é preciso primeiro que a halitose esteja adequadamente tratada para, somente então, iniciar o tratamento das alterações comportamentais”, alertou.

Tratamento
Dr. Maurício explicou que a base do tratamento é feita a partir de resultados de teste organoléptico bucal e nasal, realizado com a ajuda de alguém em quem o paciente confie (chamado "confidente"), para que este seja capaz de detectar os odores provenientes da região bucal e nasal e anotar na ficha de controle entregue ao paciente. Na ficha de controle, são anotados dados referentes a esta análise e, em caso de alterações, a ficha contem todas as instruções necessárias para detectar e/ou sanar a causa exata da alteração. Caso o paciente não tenha alguém de confiança para que possa checar o hálito, isso pode ser feito na clínica duas vezes na semana. Segundo o dentista, “em raros casos onde a halitose não seja mais constatada por várias semanas, tanto nas checagens pelo “confidente” ou nos retornos na clínica, e o paciente continuar inseguro, o paciente é encaminhado para acompanhamento com um psicólogo e/ou psiquiatra, para tratamento conjunto ao tratamento da halitose”.

O especialista informou que assim que o paciente consegue perceber os primeiros sinais de melhoras após o tratamento, também muda seu comportamento, “recuperando sua segurança em ter um hálito saudável, reconquistando assim sua espontaneidade e qualidade de vida". O Dr. Mauricio Duarte finalizou afirmando que ainda que em raríssimos casos o paciente possa permanecer com uma leve alteração de paladar ou olfato ao término do tratamento, ele consegue dissociar (separar) este fato de estar com o hálito alterado, recuperando a segurança em seu hálito, apesar da leve alteração de paladar ou olfato permanecer”.
   
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