1 Congresso Brasileiro de Halitose



Psiquiatria e Halitose Subjetiva

15/09/2012 15h44

O segundo dia do Congresso Brasileiro de Halitose contou com um tema de grande relevância para o seu estudo: “Halitose Subjetiva: uma abordagem psiquiátrica”. A palestra foi ministrada pelo médico psiquiatra, psicanalista, psicólogo clinico e hospitalar, Dr. Alfredo Simonetti, de São Paulo (SP).

Segundo Alfredo Simonetti, uma doença subjetiva (como é o caso da halitose subjetiva) é caracterizada quando o paciente procura especialistas, sente os sintomas e sofre em função deles, mas não possui a doença. “É a vivência de halitose sem a presença do mau hálito”, resume Dr. Simonetti.

O especialista explicou que, de maneira geral, uma doença pode ser dividida em:
Leve: quando paciente responde a intervenções básicas como a escuta, a orientação e o reasseguramento, entre outros. Moderada: se o paciente só responde a intervenções especializadas como psicoterapia e farmacoterapia. Grave: aquele paciente refratário aos tratamentos, isto é, que não melhoram com nada e são os mais direcionados aos tratamentos com psiquiatra.

Hipocondria, Fobia Social, Esquizofrenia
Dr. Alfredo, que desenvolve seu trabalho clínico em consultório de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, salientou que muitos pacientes, senão a maioria, “estranham e não entendem o encaminhamento feito do dentista para o psiquiatra”. Ele destacou também que a halitose é um dos principais sintomas de diversos casos de problemas psiquiátricos como a hipocondria, fobia social, esquizofrenia, entre outras.

Halitose Subjetiva
Como tratamento básico para a halitose subjetiva, Dr. Alfredo explicou que o pimeiro passo é a escuta compreensiva, com paciência, além de o mais passiva e silenciosa possível para que o paciente saia da consulta seguro de que passou todas as informações possíveis.

“Muitas vezes, os profissionais, por possuírem bastante experiência, pecam ao não deixar o paciente completar a frase na ansiedade de já passar o diagnóstico. Mas por maior que seja a certeza de qual o tratamento a ser indicado, o importante que o paciente não saia do consultório achando que o profissional não lhe ouviu devidamente” ressaltou o especialista.

Depois vem a validação da queixa, ou seja, é necessário concordar com o sofrimento e não com o diagnóstico e “não discordar de que ele realmente sente os sintomas e só após tudo isso, o profissional deve fazer a explicação sobre halitose”.

Ainda no caso da Halitose Subjetiva (ou Sub-Clínica como preferem outros profissionais de saúde) o tratamento passa pelo aconselhamento, o reasseguramento (que é a opinião profissional negando a halitose que o paciente julga ser portador), seguido da intervenção psicológica e por último o encaminhamento ao profissional e tratamento adequado (se houver de fato alguma desarmonia física em seu organismo). Segundo o Dr Simonetti, sempre que possível, reforça-se a importância da correta higienização bucal.

Alfredo Simonetti encerrou sua apresentação no Congresso Brasileiro de Halitose destacando a importância de todos os profissionais envolvidos estarem comprometidos em ajudar o paciente a fazer a travessia da experiência do adoecimento para uma vida normal.
   
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