Profissionais de Sade



Verdades sobre Halitose

27/01/2018 15h40

Retirado de um texto originalmente escrito por dois dentistas baianos - Ana Laura Menezes e Matheus Ribeiro Guerra – o texto abaixo aponta algumas verdades sobre o tema mau hálito.

1. A halitose, comumente chamada mau hálito, é uma manifestação de odor desagradável proveniente da cavidade bucal, de causas locais ou sistêmicas, que vêm preocupando os indivíduos desde a Antiguidade. A halitose não é uma doença, e sim, um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio e deve ser identificado e tratado.

2. A presença de mau cheiro expirado no ar está associada a um aumento na quantidade de partículas capazes de estimular os receptores olfativos (de outra pessoa) e pode ocorrer ocasionalmente em qualquer período da vida do indivíduo. Em alguns casos, a halitose é considerada fisiológica ou natural, como por exemplo, ao acordar. Ocorre devido à diminuição do fluxo salivar durante o sono e ao acúmulo e putrefação (morte) de células epiteliais descamadas, alimentos e saliva na cavidade bucal que não foram eliminadas pela saliva.

3. Enquanto o mau hálito matutino é passageiro e de fácil controle, a halitose crônica é persistente, intensa e pode estar associada a uma série de alterações bucais e extrabucais.

A halitose crônica atinge 40% da população adulta mundial. Somente nos Estados Unidos, 80 milhões de pessoas apresenta esse incômodo sintoma, sendo que 60% da população americana é portadora de halitose crônica e quase a totalidade da população apresenta halitose esporádica, como a matutina e a provocada por certos alimentos. No Brasil, existem 40 milhões de habitantes passando pela mesma situação, sendo que as pesquisas sobre a halitose ainda são escassas.

4. O tratamento da halitose consiste no afastamento de suas causas; daí não existir uma única conduta capaz de resolver todos os casos, uma vez que apresenta causas diversas.

Existem inúmeras causas que podem desenvolver a halitose, todas relacionadas com a produção de compostos sulfurados voláteis. Podem ser divididas em causas locais (cavidade bucal) e causas gerais (origem sistêmica).

5. As causas locais são bastante diversificadas e podem ser provocadas por estagnação e putrefação de restos alimentares (língua saburrosa); dentes (cáries, raízes residuais e presença de próteses); gengivites; hábitos (má higiene, tabagismo e etilismo).

Entre as causas gerais, estão as alterações patológicas (pacientes que respiram pela boca e processos degenerativos como tumores na cavidade bucal e estruturas vizinhas).

6. Em indivíduos com alterações periodontais e envolvimento excessivo da putrefação bacteriana, a saburra lingual é quatro vezes mais acentuada, o que aumenta ainda mais o mau hálito. Uma sugestão para a produção da saburra lingual é a remoção eventual da “massa esbranquiçada” sobre a língua utilizando raspadores linguais feitos de aço inox ou de plástico. Além da limpeza da língua, o paciente deve escovar os dentes e passar fio dental após as refeições.

7. O mau hálito causa constrangimento, tanto para quem a possui como para as pessoas com as quais o indivíduo convive.
   
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