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Aps instalao de implantes Higiene Bucal deve ser redobrada

07/02/2018 11h05

Após a colocação de implantes, a higiene bucal deve ser redobrada, sob o risco de se contrair infecções como a mucosite e outras intercorrências. Com a frequencia cada vez maior, de colocação de implantes dentários. Daí a necessidade de maior atenção para o cuidado com a higiene oral pós-implante.

O periodontista Gustavo Botelho Fávero, da Clínica Ridens, de Rio Preto, observa que é preciso que o portador de implante dentário tenha em mente que o sucesso dos implantes dependente não apenas da osseointegração do implante, mas também da integridade e manutenção da saúde dos tecidos perimplantares. “Tem muita gente que coloca o implante e não volta nunca mais no dentista, achando que está tudo bem”, afirma.

A Sociedade Brasileira de Implantodontia tem reforçado junto aos seus associados que é preciso enfatizar a necessidade da higiene bucal com os materiais biocompatíveis utilizados nos implantes. Eles lembram que caso não se faça uma limpeza rigorosa, restos de alimentos, bactérias e células epiteliais descamadas formarão a placa bacteriana (biofilme), que se acumula ao redor dos pilares dos implantes e causa mucosite, que é a inflamação restrita à fibromucosa ao redor do implantes, e a peri-implantite, que é quando a inflamação afeta o osso de suporte do implante.

Um estudo publicado pela Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) aponta para o surgimento das duas formas de infecção tanto na mucosa quanto no osso de pessoas que foram implantadas nos últimos 15 anos. Com base numa revisão de literatura Zitzmann & Berglundh, avaliou-se 50 pessoas e conclui-se que em 80% dos indivíduos e em 50% dos implantes ocorreram a mucosite. E a peri-implantite foi diagnosticada em até 56% dos indivíduos e em até 43% dos implantes.

Segundo o implantodontista Sílvio Pardo, da Pardo Odontologia, no caso de peri-implantite, pode haver danos superficiais, no tecido de proteção do implante (gengiva) e danos mais profundos de tecido de sustentação do implante (osso). “Os danos gengivais são sangramento provocado ou espontâneo, dor, desconforto na alimentação e higienização, e, na maioria dos casos, tem reversibilidade quando o equilíbrio da placa bacteriana (biofilme-hospedeiro) é restabelecido, ou seja, quando a pessoa volta a fazer uso da escova e do fio dental corretamente”, diz. Porém, Pardo alerta que se houver dano ao osso e sua perda em quantidade, não há como reverter o problema, mesmo após tratamento, podendo culminar com a perda do implante.

Implantes antigos
Silvio Pardo explica que é importante começar o tratamento de forma precoce. E para tanto, o ideal é recorrer ao seu dentista de seis em seis meses. Mas se faz tempo que colocou o implante e ainda não retornou, é importante que faça com urgência uma avaliação odontológica. Se houve perda de dentes, é preciso identificar se há doença periodontal ou não. Caso a doença periodontal tenha sido a responsável pela perda dentária, é preciso uma reeducação com relação ao controle da placa bacteriana (biofilme) e da alimentação. “Uma vez feito isso, a manutenção da saúde bucal é feita pelo paciente todos os dias. E de tempos em tempos, o periodontista deverá fazer profilaxias e raspagens nos implantes”, diz.

Periodontista
A boa notícia é que tanto a mucosite como a gengivite são reversíveis quando submetidas ao tratamento adequado. A Dra Celi Vieira, do Grupo Oris, lembra que os dentes sobre implantes precisam de cuidado e atenção. Retornos periódicos ao dentista - especialmente ao periodontista - são importantes para se assegurar que os implantes e tecidos adjacentes estejam saudáveis. É papel do especialista em Periodontia fazer exames e avaliações dos tecidos peri-implantares, ter um protocolo clínico para a consulta de manutenção e dar instruções de higiene oral efetiva para seus pacientes.

Após a avaliação desses tecidos, deve ser feita uma higiene oral profissional para a limpeza e o polimento dos implantes e dos dentes naturais remanescentes com instrumentos apropriados, para que estes não retenham resíduos que podem favorecer o crescimento de bactérias. Ao visitar o periodontista, peça orientação sobre quais instrumentos e técnicas de limpeza são mais adequadas para o seu tipo de prótese sobre implante.

O controle periódico no consultório e manutenção pelo paciente são necessários para o sucesso dos implantes a longo prazo, principalmente se o paciente estiver apresentado história prévia de doença periodontal.
   
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