Profissionais de Saúde



Cigarro causa mau hálito e outros danos

06/09/2012 10h35

A indústria do tabaco esta munida para encarar as leis que encurralam o fumante país afora. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba, Rondônia, Roraima e Amazonas já têm políticas para ambientes 100% livres de cigarro, além de o país registrar mais de 20 leis municipais. No contra-ataque, os fabricantes dobraram o número de marcas com aditivos e essências, como menta, cereja, cravo, nos últimos três anos, segundo a ANVISA. “A ideia é diminuir a irritação ao inalar a fumaça do tabaco comum a experiência sensorial agradável. Mas os aditivos, a exemplo de açúcares, quando queimados produzem novos derivados potencialmente cancerígenos além daqueles já reconhecidos pelas autoridades.

Entre as 6 mil substâncias tóxicas, cada fabricante faz a própria alquimia. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos descobriu que o teor de nicotina é turbinado em países com políticas frouxas de controle do fumo. Até amônia entra no pacote para potencializar a absorção das substâncias, revelou matéria publicada esta semana no site Endocrinonews.

De acordo com pesquisa da Universidade de Lausanne, na Suíça, os maiores players da indústria do tabaco incluíram nas fórmulas drogas emagrecedoras e inibidoras de apetite, como anfetaminas, entre 1949 e 1999. Para defender a saúde de seus 25 milhões de fumantes (dados do Instituto Nacional do Câncer), o Brasil terá em dois anos o primeiro laboratório da América Latina para análise química de cigarros – há apenas cinco centros públicos desses no mundo.

Paladar e absorção
A chaminé do seu cigarro provoca uma ligeira elevação no metabolismo, e a nicotina e suas companheiras sacaneiam a absorção de nutrientes do seu prato. Nessa, você perde vitaminas C, e do complexo B, além do betacaroteno, todos de ação antioxidante. O cádmio do tabaco diminuía biodisponibilidade de selênio e zinco, que também combatem radicais livres. Nos exames médicos, mais bomba: O cigarro estimula o aumento de ácidos graxos livres que agem no fígado, aumentando o mau colesterol (LDL) e os triglicerídeos, além de diminuírem o bom colesterol (HDL). Esse efeito é determinante para o risco de doenças cardiovasculares dos fumantes.

Acompanhante
Cães e gatos que vivem sob as baforadas do dono também são fumantes passivos. Os bichos domésticos estão no grupo de risco para rinites, estragos no sistema respiratório e, inclusive, diagnósticos de câncer. E se a companhia com quem mora não é um pet, mas sua mulher, saiba que você pode ser responsável pela alta exposição à fumaça que favorece crises de depressão nela. Pesquisa divulgada no British Journal of Psychiatry indicou que a ação continuada da nicotina sobre os receptores do cérebro modifica a liberação do neurotransmissor dopamina, um mediador no controle do humor. Para a OMS, a chamada “fumaça lateral” matará 600 mil fumantes passivos no mundo neste ano.

Trabalho
Seu currículo é invejável. Mas, ainda que o empregador não use o critério “fumante” explicitamente em uma seleção de trabalho (essa é uma prática discriminatória, contra a legislação), você pode cair fora do processo fácil.

Entre presidentes e diretores, mais de 83% tem alguma restrição em contratar dependentes de cigarro, de acordo com pesquisa da Catho Online, empresa de recrutamento, em São Paulo. A razão é simples: o fumante perde, em média, 45 minutos por dia em produtividade.

Considerando as horas úteis de um ano de trabalho, a soma chega a 25 dias perdidos só para as tragadas. Do ponto de vista de convivência social, o dependente hoje é considerado um politicamente incorreto. De longe, isso é uma desvantagem competitiva no ambiente profissional.

Financeiramente
Não é preciso ser matemático para saber que a equação do fumante é negativa: um maço por dia gera, em média, baixa de R$ 136,00 ao mês. Porém, fumar não é prejudicial só ao seu bolso. O Banco Mundial estima que o tabagismo gere perda de 200 bilhões ao ano no mundo, resultado da soma de tratamentos médicos, aposentadorias e mortes precoces.

Estética, saúde e Mau Hálito
Derivados do tabaco provocam, além de tártaro e mau hálito, alterações inflamatórias Crônicas na mucosa e na interface e gengiva, que levam destruição dos ligamentos periodontais e até mesmo à perda dentária. Como o cigarro atrapalha a circulação do corpo todo, também prejudica a microcirculação da raiz do cabelo, que tende à queda e calvície. Para piorar, essa vasoconstrição, isto é, vasos apertados que dificultam o caminho do sangue, faz com que o oxigênio mal chegue à pele, e as rugas dêem as caras. Se cogitar reparar os estragos com plástica, a cicatrização pode não ser das melhores.

Sexo
Sexo insaciável e treino matador não são totalmente compatíveis com quem vive grudado a um cinzeiro. Pense só, o aproveitamento da respiração é um dilema, e esse é o primeiro quesito para um rendimento bacana nos exercícios – nos atletas fumantes, a queda chega a 30%. A dificuldade em respirar é por causa da carboxihemoglobina, que é a ligação do monóxido de carbono do cigarro com a hemoglobina dos glóbulos vermelhos. Essa ligação diminui a capacidade do transporte de oxigênio no sangue, o que torna a respiração complicada. O mesmo baque rola na cama. Sem fôlego e – não raro – sem ereção, devido ao sangue que não circula pelas artérias endurecidas e vasos apertados, o fumante se vê obrigado a negar fogo à parceira.

Câncer
Escape de estatísticas como a da Sociedade Americana de Câncer, que indica que para cada cinco homens falecidos no mundo, ao menos um está no grupo do tabagismo. O câncer costuma ser o algoz dos dependentes, e quase nenhum tipo fica de fora. Boca, laringe, faringe, esôfago, pulmão, estômago, bexiga urinária, pâncreas, fígado, cólon e reto integram a lista. Recentemente, os holofotes da ciência se voltaram para uma pesquisa da revista Chemical Research in Toxicology. Divulgou-se que substâncias do tabaco provocam danos no DNA associados ao câncer minutos – e não anos – após chegarem aos pulmões. Um único cigarro é capaz de gerar alterações no material genético, que pode se associar ao desenvolvimento de câncer. Ou seja, uma célula cronicamente irritada pode ser levada à sua proliferação descontrolada, que é característica biológica das células cancerosas.
   
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